domingo, 15 de abril de 2012

Guardei as palavras mais lindas, mais sinceras, mais honestas... nunca encontrei com quem usa-las. Algumas usei de forma erronia , outras ouvi da boca de quem jamais deveria menciona-las... Mas são palavras, apenas palavras.

Palavras que se perdem ao vento, que são ditas e no segundo seguinte deixadas para trás valendo apenas naquele momento diminuto em que dançam na boca, na língua de quem fala. Naquele instante do soar de suas notas elas elevam a quem escuta e a quem fala muitas vezes aumentando o som de todas as sinfonias corpóreas do ser... expressam amor, ódio, alegria , tristeza a ponto de borboletas nascerem onde não é possível , a ponto de tambores serem escutados mesmo que inexistentes...o corpo canta, grita, se incendeia e se apaga com a água salgada que desce  pela face... e em seguida, se perdem, se esquecem e geram, ou não, a vontade de serem ouvidas novamente. Mas de novo, duram pouco, e apenas seu eco é guardado ressoando...ressoando...ressoando...

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